domingo, 6 de setembro de 2009

Maradona y la gente, ¿un amor inquebrantable?*

Será que dá?

“podés hacer un gol,
podés llevar tu luna al cielo
puedes ser un gran campeón
jugar en la Selección
y no tienes un poquito de amor para dar”

Yendo de la cama al living, Charly García

Ontem em Rosário, na Argentina, o Brasil derrotou a seleção da casa por 3x1. O Placar não traduz o que foi a partida mais do que a cara de Don Diego a cada gol dos brasileiros. Atônito, o técnico e ex-craque da seleção Argentina viu um time assustado com a possibilidade de não ir ao mundial e outro comemorando a classificação antecipada em território estrangeiro. É, o Brasil se classificou, quando muitos não acreditavam, inclusive este que vos escreve.

Não sei bem como explicar essa melhora da seleção com a coincidente, ou não, queda de produção de Robinho. Acredito que já está na hora dele esquentar o banco um pouquinho. O que andam dizendo é: “O que importa é que o Brasil está lá (na copa)”. Não. O que importa é que a Argentina ainda não está lá. Mas estará. A Copa do Mundo não teria a menor graça sem algumas seleções. E a dos hermanos é, certamente, uma delas. Me preocupa essa demora a se classificar por parte deles, mas sei que isso vai acontecer, afinal há uma força maior que move o futebol, e ela está apenas fazendo um suspense básico.

A tarefa da Argentina não é impossível, mas vai ser bom acompanhar esse final de eliminatórias para ver a que custo eles iram a África do Sul.

Por falar em tarefa impossível o Flamengo empatou com o Atlético Paranaense. Putz!

* Manchete do periódico argentino EL CLARÍN.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Soneto nº 1

Conto histórias que não são minhas
E as vivo tão verdadeiramente que me apaixono deveras
Vou longe, não acredito
Teimoso

No meio de uma ilusão verdadeira
Ato e desato nós dois
Embora não me conheças e eu a ti
Tão bem

Isso nunca foi importante
Meia mentira
Mentira e meia

O frio congelou meus pés
Os cobri com mentiras
(que) Elas me esquentam ultimamente.

Rio de Janeiro, 8 de Agosto de 2009.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

"I am you and what I see is me"

Música me lembra coletividade. Poesia, individualidade. Termos leigos para assuntos deveras extensos. A música seguinte é um trabalho coletivo tanto na letra quanto na harmonia que deram o Pink Floyd maturidade para seu maior trabalho, o “The dark side of the moon”, discografia básica de qualquer um. Um disco que só seria possível com esta canção: “Echoes”, uma canção coletiva e a última grande música totalmente coletiva do Pink, que depois deste disco descobre Roger Watters e sua sensibilidade poética. Os termos sobre os quais eu falava não são absolutos e Meddle prova isto nesta belíssima canção. Vale à pena perder 22 minutos da sua vida ouvindo!

http://www.youtube.com/watch?v=uLJ_QVfT_wM

http://www.youtube.com/watch?v=5sein6WnbY0&feature=related

Echoes
(Waters, Wright, Mason e Gilmour )

Overhead the albatross hangs motionless upon the air
And deep beneath the rolling waves in labyrinths of coral caves
The echo of a distant tide comes willowing across the sand
And everything is green and submarine

And no one show us to the land
And no one knows the wheres or whys
But something stares and something tries
And starts to climb towards the light

Strangers passing in the street
By chance two separate glances meet
And I am you and what I see is me
And do I take you by the hand
And lead you through the land
And help me understand the best I can
And no one calls us to move on
And no one forces down our eyes
And no one speaks
And no one tries
And no one flies around the sun

Cloudless every day you fall upon my waking eyes
Inciting and inviting me to rise
And through the window in the wall comes streaming in on sunlight wings
A million bright ambassadors of morning
And no one sings me lullabies
And no one makes me close my eyes
So I throw the windows wide
And call to you across the sky

sexta-feira, 24 de julho de 2009

EUFORIA *

Nunca senti tanto frio em toda a minha vida. Tô no Rio Grande, do Sul é claro. Canoas é pequena e faz frio, muito frio, tanto que faz o inverno carioca parecer uma brisa fresca que vem da praia. Fora isso, a cidade é bonita e calma demais até para mim. Não sei o que me atrai nesse clima, nesses novos ares, talvez seja só a necessidade de precisar sair, só. Pronto, tô longe. "tchau radar".

*Euforia é um disco ao vivo do Fito Paez. Recomendo.

domingo, 19 de julho de 2009

"Em Porto Alegre, por acaso"

Quinta eu estarei longe e perto, quem quiser pode me procurar, à noite, em Porto Alegre ou Canoas.

Por Acaso

Não, eu não posso negar
Não adianta disfarçar
Agora você me prensou contra a parede
Eu não passava por aí por acaso
Não, eu não olhava pra você por acaso
Eu sempre quis você

Se eu não me fiz entender
Não foi por mal
Não foi por nada
Nada foi por acaso

Tudo que já fizemos juntos
E o que deixamos de fazer
Desaba alta madrugada
Nada faz a menor diferença
Quando a gente pensa no que ainda pode ser

Se eu não te fiz entender
Que era feliz com você
Não foi por mal
Não foi por nada
Nada foi por acaso
Da janela do avião eu vejo Porto Alegre
Vejo o futuro em flash-back
Meu pai, minha filha, nossa casa
Da janela do avião eu vejo por acaso
O nosso caminho, moinhos de vento
Glória, independência, a nossa redenção
Vejo da janela do avião

Eu sempre quis voltar
Eu sempre quis você
Um dia eu quis tudo
Tudo estava aqui
Por aí
Porto Alegre por acaso

Guessinger, Humberto, in "Simples de Coração".

terça-feira, 14 de julho de 2009

bienvenido blogger man

Cavaleiros

Arrisco dizer que tenho sangue no lugar
do suor que percorre a minha testa cansada
e desfigurada pela ação do tempo.

Transpasso os dias e as noites ouvindo
o pingar do que resta na frente
e desfilo por aí no meu cavalo branco
crente que abafo.

Restos, pedaços, troços
compõem uma natureza rústica que as ondas
misturam de novo de novo de novo

pedaçinhos de nada

O sono acabou. Já era hora.
seis meses de nada, um dia e não faz diferença
se paro se fico
ninguém repara. Pára!

Escorre tudo o que não tiver forma
sangue
suor
restos
pedacinhos.

Rio de Janeiro, 14 de Julho de 2009.